Estamos em plena, dura, completa desfaçatez do Primeiro-ministro, tratando-nos como tontos que acreditam em tudo que ele manda dizer-nos. É verdade que alguns jornalistas acreditam, mas bastava ser sensato, parar para pensar, para não se embarcar na operação de desinformação em curso nos últimos dias.Por exemplo: andam a contar-nos a lenda urbana que o Primeiro-ministro só decidiu sobre o referendo entre anteontem e ontem, o que é do domínio das histórias da carochinha. Reparem no vaivém que o Público descreve (sublinhados meus):2ª feira:
A possibilidade de haver referendo em Portugal, tida na segunda-feira como a mais forte inclinação do primeiro-ministro, gerou uma onda de preocupação e de estranheza nas principais capitais europeias, levando algumas delas a reagir. 3ª feira de manhã:
Ao fim da manhã de ontem, já depois dos alertas de Cavaco Silva (...), vários colaboradores de José Sócrates garantiam de novo ao PÚBLICO que a decisão sobre a realização ou não de referendo ainda não estava tomada. Tal como ao longo de toda a segunda-feira, diziam, ambos os cenários (rectificação ou referendo) estariam ainda em aberto. 3ª feira às 16.00
Por volta das 16h00, começaram a chegar ao PÚBLICO informações seguras de que Sócrates já tinha tomado a decisão: o Tratado de Lisboa teria ratificação parlamentar.Teatro puro. Alguém acredita que até ontem o Primeiro-ministro ainda não tinha tomado a decisão? Seria não só um absurdo como completamente implausível como decision making. Aliás, se fosse assim como é descrito, a leviandade seria absoluta, tudo feito em cima dos joelhos. Mas não foi, porque esta é uma matéria sobre a qual o Primeiro-ministro tem certamente, de há muito, tomada uma decisão. O que o jornal relata é teatro, desinformação, uma lenda urbana criada a partir do gabinete do Primeiro-ministro para nos passar a mensagem de que o pobre Sócrates queria muito cumprir a sua promessa eleitoral, só que o Presidente e os seus colegas europeus não o deixaram, agarraram-no à última hora, in extremis e ele, pelos mais nobres motivos, lá teve que violentar a sua vontade.A manobra era tão evidente que ontem aqui eu comparava o Primeiro-ministro àqueles que gritam "agarrem-me senão eu mato" e, quando são agarrados, se verifica que não fazem força nenhuma. Quando o escrevi, a notícia dominante era a de que afinal ia haver referendo...Há perguntas a fazer ao Primeiro-ministro, como há responsabilidades a pedir aos jornais. O Público, por exemplo, escreve:
Depois de ter ouvido as preocupações que lhe foram directamente transmitidas por alguns dos mais importantes líderes europeus, entre os quais o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, e o Presidente francês, Sarkozy, Sócrates telefonou à chanceler alemã Angela Merkel, que também se manifestou contra a convocação de um referendo, tendo acabado por tomar ontem à tarde a "decisão final" e optado pela ratificação parlamentar.Muito bem. Agora gostaria de saber em que datas o Primeiro-ministro telefonou a Gordon Brown, Sarkozy e Merkel, (a acreditar-se no jornal deveria ter sido nos últimos dois dias), ou vice-versa, e se estes dirigentes europeus tinham sido informados, e por quem, que em Portugal ia haver referendo, de modo suficientemente seguro para se sentirem alarmados e contactarem Sócrates. É que na vida real dos governos e da diplomacia, as coisas não se fazem na base de impressões, nem das leituras pelas embaixadas dos jornais. A ideia que nos querem transmitir, e que pelo menos alguns jornais acreditam, é que tudo corre entre governos e Primeiro-ministros como Sócrates, Sarkozy e Merkel ao estilo das conversas de café, estados de alma, decisões e contra-decisões, - no mesmo dia duas diferentes -, pressões e conselhos de última hora. Insisto, pensar que as coisas correm assim é do domínio das histórias da carochinha.Tudo isto suscita uma ainda maior preocupação: que homem é este que nos governa que não hesita em enganar-nos de forma tão deliberada, com tanta desfaçatez, e desprezo pelos outros? É sem dúvida um homem perigoso.
texto publicado por Pacheco Pereira no blog Abrupto
quarta-feira, 9 de janeiro de 2008
quinta-feira, 27 de dezembro de 2007
A arte da propaganda (paga e não bufes)
« (...) iniciou-se mais uma campanha de promoção de Portugal no mundo. São dezenas de cartazes, de enormes dimensões, nas cidades portugueses e centenas de inserções em revistas e jornais do mundo inteiro. Portugal foi transformado na "West coast of Europe". As imagens reproduzem as caras dos portugueses de sucesso, Mourinho, Ronaldo, Mariza e outros. É a mais vistosa de todas as saloiices em que este Governo (e outros antes dele...) se empenhou. É um velho hábito dos países do Terceiro Mundo e de algumas ditaduras que consiste em comprar páginas de jornal e minutos de televisão para se promover. Escolhem-se umas personalidades com hipóteses de serem reconhecidas e tenta-se convencer os putativos clientes de que este país é todo assim, feito de belas paisagens e de pessoas excepcionais. O dinheiro que se gasta com isto é colossal... Apesar de inútil.(...)Quem assim procede está a dizer aos outros que o país, sem campanha, é desconhecido e ninguém dá conta dele. São justamente os países que têm pouco a oferecer, que nem pela sua mediocridade se distinguem, que não pesam nas balanças da fama e da reputação, que são destituídos de interesse especial e que se revelam razoavelmente simplórios e longínquos, que sentem a necessidade de se promover e de repetir a sua excelência, a paz, o sossego, a beleza e os tesouros escondidos. Quem assim age está plenamente convencido de que o seu país não vale grande coisa e de que tem de fazer estas campanhas. Os responsáveis julgam que tudo se compra com publicidade, mesmo ridícula. O resultado é o previsível. Quem vir os cartazes e seja capaz de reconhecer aquelas individualidades de excepção pensará imediatamente que o país não tem mais nada a oferecer(...)Talvez o Governo precise, mas o país não.»
AntónioBarreto
AntónioBarreto
quinta-feira, 20 de dezembro de 2007
A VAGINA - O Meu Testamento, a Minha Felicidade
Penso que todos sabem que nos programas de televisão a homossexualidade é enaltecida.Até mete nojo a quantidade de programas de televisão em que aparecem uns maricas, meneando trejeitos de "mulheres" , como se fossem o supra sumo social.E vão corrompendo a juventude!Aliás, nunca percebi porque há tantos paneleiros nas televisões e nos órgãos de informação.Nem me dou ao trabalho de indicar quem são. Todos sabem. Bichas , bichonas, lésbicas, e similares. Isto é demais!Decidi fazer o meu testamento.E decidi que quando eu morreu quero que na minha campa seja erguida uma lapide com um hino à VAGINA.Na Minha Campa haverá uma lápide em que a VAGINA desenhada, seja cantada, GLORIFICADA, ENALTECIDA, ADORADA.Fiz um testamento que manda que na minha campa seja DESENHADA uma VAGINA.UMA VAGINA de mulher preta, de mulher branca, de mulher loira, morena, ruiva, assim/assim.Quero viver feliz, mesmo depois da morte. Com uma VAGINA desenhada na minha lápide.ESTA É A MINHA HOMENAGEM ÀS MULHERES , esses seres fantásticos ,adoráveis, esses seres de quem eu sou escravo.CONTRA A PANELEIRAGEM, e a depravação dos costumes, EU QUERO UMA LÁPIDE COM UMA VAGINA DESENHADA.E desenhada em pedra mármore, para perdurar no tempo , como os desenhos em Karnak , no Egipto, no Templo de Apolo, em Delfos, no Fori Imperiali em Roma, como nos monumentos Maias ,no México , como no Alentejo.Caros amigos, pensem o que quiserem de mim, chamem-me o que quiserem , mas eu quero ter uma VAGINA na minha tumba. É o meu desejo.Será esta a minha revolta contra a PEDOFILIA, a PANELEIRAGEM, e o meu contentamento, PORQUE ACORDAREI TODOS OS DIAS A OLHAR PARA UMA VAGINA.Porque os bons costumes devem prevalecer contra a heresia dos tempos modernos.Por PORTUGAL!NOTA: FELIZ NATAL PARA TODOS.
Posto por José Maria Martins
Posto por José Maria Martins
domingo, 9 de dezembro de 2007
Pobre Portugal; Pobres Portugueses
A nossa pobreza afasta-nos dos centros de decisão, de influência. Não produzimos nada de especial.Para inverter a situação há que mudar de mentalidades, de políticas.E nada melhor para começar que afastar este Governo de José Sócrates.O Governo é forte em propaganda. Mas o País cada vez está mais parado. Nada se passa em Portugal de diferenciado dos outros países.À medida que o desemprego aumenta ,percentualmente , cresce também o fruxo emigratório.Temos agora uma taxa de 8,2% de desempregados, mas ela seria de 14 ou 15% se as pessoas não emigrassem.Só a emigração permite ter uma taxa de 8,2% , mesmo assim superior à da maioria dos membros da União Europeia.Mas a comparação é mera propaganda, porque os estados membros da União Europeia não têm fluxos emigratórios.Ou seja, a sua população não emigra.Têm é imigração crescente. cada vez há mais pessoas estrangeiras a trabalhar em França, na Alemanha, na Filandia.Em Portugal é o contrário: temos cada vez mais portugueses a emigrar e cada vez mais portugueses que cá ficam desempregados, o que dará uma taxa real de falta de criação de emprego de cerca de 14 a 15%.É tempo de pararmos para pensar e de exigirmos mudança de Governo.É tempo dos portugueses protestarem. Não fazendo greve , mas organizando manifestações de protesto continuas depois do trabalho, em acções concertadas, tipo Revolução Laranja, ou Revolução de Veludo, até o Governo cair.
texto do advogado José Maria Martins
texto do advogado José Maria Martins
quinta-feira, 8 de novembro de 2007
Ministro de(a) sarjeta

Quando e porque um ministro, no caso Santos Silva, o Goebells de Sócrates, se dirige a um deputado da nação que, bom ou sofrível não interessa, foi primeiro-ministro, estando ele ausente do plenário, dizendo que «berrou...» fica para além de um esgar de incredulidade a incontida vontade de lhe dizer que, assim diz quem só pode ser uma «besta» e mal educada... ou será um caso de inadaptação a regras de convivialidade e respeito diferentes das usuais em ambientes de sarjeta?
Escrito por David Oliveira
quarta-feira, 7 de novembro de 2007
É a ministra que temos; e bem merecemos senão já tinha sido vassourada
A senhora Ministra da Educação quando em 2005 justificou a necessidade de aulas de substituição, fê-lo alegando e cito de cor,que:"a Escola deve ocupar sempre os alunos do básico e do secundário para que não vão para o café,para o tabaco e pior".Ora acontece que agora em 2007, ao pretender justificar um novo Estatuto do Aluno em que se acaba com a distinção entre faltas justificadas e injustificadas , afirmou em entrevista televisiva e volto a citar de cor:"o que é relevante não são as faltas,mas sim se o aluno sabe ou não sabe". Desta feita parece ter deixado de se preocupar se o aluno que falta vai "para o café, para o tabaco ou pior". Então em que ficamos?!
(António José Ferreira)
(António José Ferreira)
sábado, 3 de novembro de 2007
Bem prega Frei Tomás: O fascismo está de volta
O mesmo José Sócrates que em 27 de Julho se congratulava, em nome da União Europeia, com a reintegração do demitido presidente do Supremo Tribunal do Paquistão e dizia que “a independência do poder judicial e o Estado de Direito são elementos fulcrais da democracia”, oito dias antes tinha feito aprovar no Parlamento português a primeira lei que em 33 anos de democracia e 48 de ditadura equipara os juízes a trabalhadores do funcionalismo público. O “primeiro mundo” que serve ao Paquistão pelos vistos não serve a Portugal. Bem prega Esta insólita lei foi aprovada à socapa, fora da comissão especializada da Assembleia da República que trata destas matérias, contra todos os compromissos assumidos pelo Governo e nas costas de todos os interlocutores da justiça: conselhos superiores de magistratura, presidentes dos supremos tribunais e associação representativa dos juízes. Cá em Portugal é assim: quanto mais se apoucar a dignidade dos juízes melhor.Talvez não se possa esperar muito de quem compara o estatuto dos juízes ao dos engenheiros das câmaras municipais (TSF, em 25.10.05). Mas, por favor, alguém pode dizer ao nosso primeiro-ministro que a Constituição qualifica os juízes como titulares de órgãos de soberania, dotados de estatuto próprio, não integrado na administração pública? Se não gosta de tribunais independentes, prestigiados e imparciais, ao menos que use o poder absoluto da sua maioria parlamentar para modernizar a justiça e se deixe de medidas insidiosas de deslegitimação e controlo do poder judicial.É hoje muito claro que existe um projecto para funcionalizar o poder judicial em nome de qualquer coisa. Esta sujeição dos juízes às regras de subordinação do funcionalismo público não pode ter outra finalidade que não seja a de facilitar o controlo político dos tribunais e de conter a actividade dos juízes. Por isso, a desculpa que o Governo prontamente atirou para a Comunicação Social chega a ser notável. Como se alguém acreditasse nisso de os juízes estarem integrados num estatuto que afinal não se lhes aplica – então estão lá para quê?Era bom que o País não perdesse muito tempo entretido com as questões da justiça mediático-dramática, das escutas e dos segredos, distraído com os barulhinhos do telemóvel do PGR, e começasse a ouvir o ruído ensurdecedor que vai perturbando a qualidade da nossa democracia e o funcionamento regular nas nossas instituições. Ou então que alguém assumisse, de uma vez por todas, com total clareza, que o Estado quer construir a democracia por cima das cinzas de um poder judicial submisso e socialmente irrelevante. Para que se visse onde estão os políticos responsáveis. Para que os cidadãos fizessem as suas opções democráticas. E para que os juízes que não querem a espinha partida soubessem com que contar.O repugnante conceito de juiz-funcionário não serve à Justiça. A chave da reforma judicial está na procura de soluções e não na invenção de problemas.
Manuel Soares, Juiz / Secretário-Geral da Associação, Sindical dos Juízes Portugueses
Manuel Soares, Juiz / Secretário-Geral da Associação, Sindical dos Juízes Portugueses
Subscrever:
Mensagens (Atom)